Teotonio Vilela conhece realidade dos pescadores alagoanos

Dirigentes de colônias participam de café da manhã com Teotonio Vilela nesta segunda-feira, 19/o4; encontro faz parte do projeto Ouvidoria nas Comunidades

Representantes de colônias de pescadores da capital e interior do Estado terão, nesta segunda-feira (19/04) encontro com o governador Teotonio Vilela Filho. Os pescadores participam de um café da manhã com o chefe do Executivo, a partir das 8h, na Colônia Z-1, na Avenida Jangadeiros Alagoano, na Pajuçara. A reunião faz parte do Projeto Ouvidoria nas Comunidades, que já visitou cinco bairros de Maceió.

O contato direto com o governador é aguardado com expectativa pelos pescadores, que a exemplo dos líderes comunitários dos bairros por onde Teotonio Vilela passou, prepararam uma pauta de reivindicações, que vão da instalação de um telecentro na Colônia Z-1, a ações de Estado no sentido de reduzir os impactos causados pela poluição ambiental e garantir a volta do pescado aos praias e complexo lagunar.

Da pauta também consta a reforma do prédio onde funciona a balança de peixe da Pajuçara, que segundo a presidente da Colônia Z-1, Maria Aparecida da Silva, não recebe benfeitorias há 20 anos. “Lidamos com alimentos e, de certa forma, na situação em que se encontram as instalações da balança, acaba afastando o consumidor, prejudicando as vendas. Sabemos que essa não é atribuição do Estado, mas vamos pedir ao governador que nos ajude”, diz ela.

Otimistas nos resultados que o encontro trará, a presidente da colônia afirma que essa é a primeira vez que um governador de Estado vai ouvir os pescadores nos seus locais de trabalho. “Encontrei com ele [Teotonio Vilela] quando ele estava fazendo caminhada na orla de Maceió e pedi que ele nos recebesse. Então ele chegou para mim e disse: ‘Vou marcar para falar com vocês’. Desde então, Nossa expectativa é muito boa. Esperamos que nossas reivindicações sejam atendidas”, ressalta Maria Aparecida.

Além das 37 colônias de Maceió, estarão representadas no café a colônia de pescadores do município do Pilar e do povoado Poxim, em Coruripe. Em Alagoas, são cadastrados, segundo a dirigente da Colônia Z-1, 35 mil pescadores. A maior dificuldade da categoria é a escassez do pescado, causada principalmente pela poluição ambiental.

“Enfrentamos muita dificuldade devido a baixa produtividade, falta de equipamentos, de embarcações. Somos pesca artesanal, mas nos ajudaria, por exemplo, dispor de aparelhos como GPS, um sonar, facilitaria nosso trabalho”, observa Maria Aparecida.

Ela revela que o camarão espigão, que era pescado em larga escala, hoje está escasso. “Desde o início do ano que não se vê por aqui”, afirma, citando como os três principais pontos pesqueiros Maceió, Piaçabuçu e Pontal do Peba.

“Caiu bruscamente a pesca. Não temos conhecimento científico, mas nosso conhecimento técnico nos leva a afirmar que é preciso respeitar o meio ambiente”, diz a presidente da colônia.

Quanto ao telecentro, Maria Aparecida diz que já dispõe das instalações, precisa agora dos computadores, professores de mesas para colocar os equipamentos. “Hoje em dia todos nós precisamos ter noção de como lidar com a informática, até para fazer um ofício”, ressalta.

Agência Alagoas

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